31 de dezembro de 2010

Nós


Não havíamos marcado hora, não havíamos marcado lugar.
E, na infinita possibilidade de lugares, na infinita possibilidade de
tempos, nossos tempos e nossos lugares coincidiram. E deu-se o encontro.
Rubem Alves


Você não tem idéia, mas você acabou de salvar a minha vida. Com o seu papo sobre política, com os seus cuidados, seu carinho, sua amizade, sua lealdade, sua sinceridade, com o furo do teu queixo, com a maciez do seu cabelo, com as suas mãos suadas, com a sua pélvis, com as suas pernas, com as suas palavras você acabou de me salvar. Me salvou de anos de procura, de anos de depressão, de anos de cansaço. Eu ainda estou levantando a mão e sentindo a curva das suas costelas, eu ainda estou fechando os olhos e descobrindo prazeres em você que eu nem sabia que existiam. E eu nem sabia que existia, também, esse tipo de sentimento. A entrega sem medo, o amor sem fuga, a vitória sem cansaço, a luta sem perda, a conquista, o final feliz.
Eu só quero você e todos os benefícios que isso me traz. Quero deitar num campo para olhar as estrelas com você e lembrar que as suas pintas parecem uma constelação. Quero assistir filme e comer pão de queijo pela primeira vez com alguém perfeito (e todas as imperfeições que alguém perfeito pode ter) ao meu lado. Quero que a gente nunca perca de vista o nosso foco principal, que é ser feliz. E que lembre que nos dias difíceis, sempre teremos o peito um do outro no final do dia. E quero que batalhemos juntos, que consigamos juntos, e que lembremos que juntos somos mais fortes. Quero que entendamos que a felicidade não é o destino, e sim a viagem, e que a nossa começou no dia 9 de dezembro. E que assim começamos a ser felizes, e seremos muito mais felizes nessa jornada que eu tenho certeza que será maravilhosa. Quero que você nunca deixe de pensar em mim quando ler Abreu, assim como eu nunca vou deixar de pensar em você quando ouvir Swift. E que a gente se lembre sempre que a gente se reconheceu de sempre, mesmo que nunca tenhamos nos visto. E que existem sinais divinos, astrologicos e espirituais cospirando à nosso favor. E quero que você saiba que, se eu puder, vou passar o resto da minha vida falando o quanto você é especial, o quanto você é brilhante e bonito e o quanto eu te amo.


Matheus Oliveira

15 de dezembro de 2010

O melhor de mim


"Você é uma possibilidade minha, menino. Possibilidade não verbalizada. Como um sentimento sem nome, feito de uma palavra estranha. Palavra que nunca vai caber em dicionário nenhum, e que ninguém nunca vai inventar. Repetição? Sim. É que eu tento apagar, eu minto pra satisfazer tuas vontades, te pedindo pra não vir. Mas você fica. E vai sempre ficar. O inevitável dança aos meus olhos. Aí chega a hora em que distribuo um segredo: o tudo que faltava, talvez seja você. Digo e vou dormir, sem sonho, mas dentro dele."
Caio Fernando Abreu


Há um mês eu não a conhecia. Passei 17 anos sem sequer imaginar esse gosto, esse cabelo, essa voz, esse sorriso, essa força sobrenatural que passou de você para mim. E agora, diante dos nossos poucos momentos, eu tenho sido a pessoa mais feliz do mundo. E não importa o que você diga sobre o seu cabelo, seu nariz, seu jeito, sim, a culpa é sua sim, e eu tenho que agradecer por isso. Sinta o que quiser por saber que você é a responsável, a culpada pela minha felicidade. Você zerou a minha vida novamente. E é por nós dois juntos que eu venho planejando, pensando, pesando, repensando, que tenha feito algumas declarações aleatórias e, mesmo com alguns erros, vivido. Quero tirar dos seus ombros e dividir com você o fardo que você carrega, quero ser o seu lugar de descanso em meio a medos e agonias. Quero fazer você se sentir feliz todos os dias de sua vida, acredito que essa seja a minha missão agora, não recebi você por acaso. Saiba que em mim, você tem um porto seguro, e estamos nos firmando em uma rocha. God only knows what I'd be without you.
Estive pensando nesse mistério lindo que você é para mim e eu sou para você e que ainda seremos, sempre, um para o outro. Nessas oportunidades maravilhosas de encontros que nos foram dados por meio do destino, sina, astros. Nessa expectativa que eu crio no coração antes de te ver. Nessa paz que eu sinto ao seu lado e me faz querer recostar nos seus ombros e repousar cansaços. Na saudade absurda que eu sinto mesmo sendo os nossos primeiros momentos. Nesse abraço de chegada e despedida que começam horas antes de acontecerem e duram uma eternidade. Nesse seu cheiro de paz no coração. Nessa vontade de deixar o mundo em espera enquanto eu desfruto, sem peso nenhum no coração, esses momentos que me fazem sentir melhor, tão melhor, melhor para você.

Matheus Oliveira

5 de dezembro de 2010

E acontece que eu ainda sou babaca, pateta e ridícula o suficiente para estar procurando O verdadeiro amor. Pára de rir, senão te jogo já este copo na cara. (...) Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. É por ele que eu venho aqui, boy, quase toda noite. Não por você, por outros como você. Pra ele, me guardo. Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado, comigo: um dia encontro.

Caio Fernando Abreu
Acordar no meio da tarde, de ressaca, olhar sua cara arrebentada no espelho. Sozinho em casa, sozinho na cidade, sozinho no mundo. Vai doer tanto, menino. Ai como eu queria tanto agora ter uma alma portuguesa para te aconchegar ao meu seio e te poupar essas futuras dores dilaceradas. Como queria tanto saber poder te avisar: vai pelo caminho da esquerda, boy, que pelo da direita tem lobo mau e solidão medonha.

Caio Fernando Abreu
Porque no meio dos restos dos gostos de vodca, lágrima e café, entre as pontadas na cabeça, o nojo da boca do estômago e os olhos inchados, principalmente às sextas-feiras, pouco antes de desabarem sobre mim aqueles sábados e domingos nunca mais com Ana, vinha a certeza de que, de repente, bem normal, alguém diria telefone-para-você e do outro lado da linha aquela voz conhecida diria sinto-falta-quero-voltar. Isso nunca aconteceu.

Caio Fernando Abreu
Por que não lhe disse antes? Apertá-lo demoradamente contra o meu peito e dizer. Não disse porque pensava que tinha pela frente a eternidade. Só me resta agora esperar que acontença outra vez, vislumbro esse encontro - mas vou reconhecê-lo? E vou me reconhecer nos farrapos da memória do meu eu?

Lygia Fagundes Telles

3 de dezembro de 2010

Todos que vão


Pelo exercício de fé que nos foi concebido, meu Senhor, tenho alguns pedidos a fazer. Eu sequer acredito, mas se o Senhor existir, uso todo o resto de fé para pedir por eles.Não que isso fará alguma diferença realmente, mas é bom pedir, pois a fé nos enche de esperança e pedidos é o que fazemos quando tudo está mal. E apesar de eu já não ter mais fé alguma, não peço por mim e sim por eles, e o Senhor leve em consideração isso. Queria pedir a Deus, qualquer que seja a concepção disso, as suas mãos sobre a Terra, principalmente para aqueles que hoje estão partindo. Um olho luminoso para todos aqueles que se perderam no meio do caminho e que não sabem mais para onde ir. Toca no coração daqueles que não sabem o que é amor, porque às vezes precisamos disso mais do que Senhor. E para aqueles que já amam, abençoa-os para que eles possam prosseguir, firmes, sem perder partes de si mesmos. Quero também um olhar piedoso para aqueles que manipularam, dissimularam, traíram, vingaram. Um olhar generoso para as pessoas que já tem tudo e não se contentam com nada. Dê forças especiais aos que ficaram, pois uma parte deles se foi junto. Cuida dos fracos que perderam os apoios, os toques, os carinhos, as reciprocidades. Dê fôlego para os que desistiram, depois de tantas quedas, tantos traumas e tantas mágoas é muito difícil se manter em pé. Para os casais que se perderam, luz para se encontrarem. Para os casais que permaneceram, luz para continuarem. Olha por aquela garota que dança para se sentir feliz. Olha pelo rapaz que ouve dez vezes seguidas The Blower's Daughter e chora. Olha por aqueles que lutaram e venceram. Pousa teu olho sobre aqueles que estão cansados de tentar e não conseguir. Conceda a eles algumas vitórias, antes que eles se tornem frios demais para tentar. Abençoa a todos aqueles que querem ser uma coisa e não conseguem, que querem assumir uma verdade e não tem força para isso, não deixe eles cairem no contentamento. Não esquece dos abençoados por dons, faça que tudo possa correr da melhor forma para eles pois há espaço para todos. Dê animo para aquelas moças que tentam tanto e conseguem tanto, que para pagar as despesas dão duro como garçonetes ou empregadas. Pousa teu olhar amoroso para todos aqueles que assistem os naufrágios de suas ilusões. Pousa teu olhar caloroso para aqueles que passaram frio, seja interno ou externo. Um olho generoso para aqueles que vão dar grandes passos, para que consigam, enfim. Ouça as preces dos católicos, evangélicos, budistas, espiritas, espiritualistas, pois eles procuram pelo Senhor, lutam pelo Senhor, choram para o Senhor os ouvir. Escute o coração dos ateus e agnósticos também, seria injusto culpá-los pela descrença.
Senhor, hoje, amanha e sempre, ilumina o cotidiano deles, abençoe eles, segure eles, guie eles. Para todos nós, que nos esforçamos tanto, que desistimos um pouco todos os dias e no dia seguinte estamos com a cabeça em pé, sorri, abençoa a nossa triste miséria e nos dê forças para continuar todos os dias.

Matheus Oliveira, daquele que fica para aqueles que vão.

21 de novembro de 2010

Você, de preto e branco


Não sei mais o que dizer, não sei mais como dizer sem parecer reduntante, sem parecer que já tenha dito ou estava prestes a dizer até que. Então, vamos nos situar no tempo e espaço: era uma manhã ensolarada, mas as paredes eram frias. Esperei e esperei por você, permaneci e encostei numa dessas paredes, paredes essas que já estavam ali antes de eu ter chegado até elas, antes mesmo de ter chegado a este mundo, e portanto, quem era eu para reclamar de alguma espera que você me impusera, já que as paredes estavam ali e ali em pé já fazia tempo. O que era essa espera?
Confesso que, a principio, gostava pouco de você. Mentira, eu não gostava mesmo de você. Quem era você para rir alto pelos cantos, para ser minúscula assim do meu tamanho, quem era você, meu Deus do céu? E então despontou a sensação de que o ponteiro do relógio não se movia, e começou a me dar uma sensação de que nada seria e que, cedo ou tarde, eu precisaria de mais alguém como eu além da menina dos olhos de jabuticaba. E você estava ali, rindo tão alto e tão pequena e tão do meu tamanho, e tão cheia de vida e tão cheia de graça, e nossa, quem era você?
Lá dentro daquele lugar cheio de paredes e intenções mortas, faltou ventilação e você já andava agarrada em minha cintura e eu me vi tão seu, tão seu, que baixou a impressão de que eu nunca mais seria meu de novo. Sentávamos e andávamos todos os dias, finalmente, finalmente juntos, finalmente minha, finalmente seu, deixando as músicas tomarem lugar de um vazio, de uma falta, de uma cratera e eu deixei, sorrateiramente, meus braços encostarem no seu corpo. You are first on my list, I never knew that I could feel like this, sempre vai haver uma canção cantando tudo de nós, não é mesmo?
Era uma manhã de sol, era uma manhã de chuva, o ar estava abafado, as paredes estavam geladas, e então eu senti, senti ali e ali eu senti que você, assim, tão pequena do meu tamanho, vestida de branco da camiseta e preto do couro vale mais e vale mais e vale muito mais do que qualquer outra em cores.


Matheus Oliveira, para Letícia. Parabéns: pelo aniversário, pelo gosto musical, pelos carinhos, pela felicidade, pela mãe muito fofa que você tem, pelas brincadeiras além da conta, pelos sorrisos alem da conta e por todos os dias de nossa vida, que eu tenho certeza que será maravilhosa.

9 de novembro de 2010

Ser mais você.


São tão raras as pessoas especiais nesse mundo que fiquei a admirando e me esqueci, por um milésimo de segundo, naqueles cantos sujos daquela escola cheia de histórias e intenções mortas. Depois, sobrevoei Bárbara com asas falidas e entrei debaixo de sua proteção, lá me desnudei emocionalmente e pus para fora do meu peito todas as emoções pesadas que eu carregava em mim. Vomitei em seus pés pessoas e sentimentos.
Você é linda, você é forte, você tem um útero, você tem esses buracos onde eu posso esconder os meus exageros e não sentir vontade de me cortar em praça pública, de tanto que sobra. Não sei muito ao certo o que te dizer, mas sei que com os seus passos lunáticos e com a sua voz que emana muita paz, eu salvei segundos dos meus dias, salvei dias da minha existência, salvei as pulsações pesadas que eu ouço na hora de dormir, que me contam de segundo em segundo e confundem o vazio com resto de prazer.
Quero sentir aquilo de novo, meu amor, quero morrer de dor no peito e ter certeza que é mais ou menos amor mesmo. Qual é mesmo a analogia que fala de água, sal e boiar? E Bárbara corre até mim em passos leves que também são de borboleta - além de seus beijos - e diz, colada em mim: Mar morto. Essa é a analogia que a gente fez com o mar morto. Onde você boia sem fazer força e arde só para sentir qualquer coisa plausível.
Então não para, eu tenho um documento que estava em branco mas agora está cheio de você. Continue tentando disfarçar a dor nos pés, continue tentando controlar o desespero de perder o controle, vamos dar mais uma volta, me olha assim de novo com esses olhos grandes e profundos.
Continua fazendo sombra para mim em dias de sol, me enfiando nos cortes, polindo minhas armaduras, alivie minhas dores, meus tormentos, continue curando a falta do meu peito, a cegueira do meu olho. Me jogue realidade e ilusão e faça de mim o que você sempre fez: seu. Bárbara, eu não sei viver, eu não sei sentir, e sei muito menos não sentir, então me tranca em qualquer lugar perto das suas costelas que aí eu continuo me inebriando na sua vida.
Eu sei que se eu sentir qualquer coisa que não seja você, eu volto a expelir lixo e aí ninguém vai chegar perto de mim. Se eu absorver alguma coisa que não é você, eu crio casco e unhas gigantes que machucam as pessoas e procuram os pontos fracos dos outros para se sentir mais forte. Se eu não enxergar você eu me lembro daquelas cabeças que só querem querer, gozar e fugir.
Eu não quero lembrar de que não sobrou nada dos tijolos que eu pus meio sem jeito em cima do nada. Eu não quero lembrar que o vento passa pelas minhas janelas tão forte que quase arranca os pedaços que eu custei a colar. Eu não quero lembrar do mundo e do seu poder regenerativo enquanto eu a cada dia perco mais e mais e ainda assim não consigo levantar de manha de tanto que meu corpo pesa.
Bárbara vem, chama o guincho, vamos embora daqui por favor. Quero ver beleza, quero ver verdade, não aguento mais ter nojo de todo mundo, medo de todo mundo, descrença em todo mundo. Como é que você faz isso de modo tão extraordinário, de não sentir e ainda brilhar como se fosse sol? Então é isso, eu preciso que você seja tão grande e brilhante nos meus olhos que não deixe mais nenhuma alma suja aparecer. Eu quis amar alguém de verdade, e você com os cílios de verdade e as suas emoções de verdade é a única pessoa de verdade que eu conheço.
Eles não, eles são sujos, eles tem segundas, terceiras e quartas intenções, eles procuram qualquer pessoa para esfregar as suas periferias nojentas, eles machucam, eles se fantasiam de personagens de desenhos animados, eles esquecem tanto amor. Eles não sabem o que é sentir com a força de mil mundos e então parar, estacionar. Eu sei o que se passa dentro de você e então espero que seja digno de estar contigo.
Então continue com a sua dança, continue sendo metade borboleta, continue sendo inteira, porque enquanto você continuar sendo você, eu continuo sendo você também.

Matheus Oliveira, para Bárbara Bueno, pela vida.

5 de novembro de 2010

Os que existem


Tenho três zilhões de amigos e ainda assim eu não poderia sentir um vazio tão oco. O meu melhor amigo sabe muito pouco sobre a minha vida vida porque ele é muito limpinho e tem agonia desses paninhos que deixam pelinhos pelos cantos. Eu sou um paninho muito grande e consequentemente tenho muitos pelinhos, que eu seguro, aperto, às vezes escorrega um mas eu consigo me abaixar quase tombando e recupero. Deus que me livre sujar o branco e o impecável com o que é feio e desgraçado. Não tem mais bagunça na sua sala e nem pelinhos brancos nos seus cantos. Estamos bem, prosseguimos. Tenho outro amigo que é a encarnação de um deus grego na terra. É de uma beleza de tirar o folêgo e tem um humor delicioso. Mas como todas as pessoas muito desejadas, ele não precisa e nem quer ouvir sobre os calos, dentes e hematomas que uma pessoa vazia pode ter. Ele quer se divertir, e sabe que se não for comigo, existem milhões de possibilidades de destino. E então continuamos. Minha melhor amiga foi expulsa da minha vida por forças maiores. Não a vejo faz tempo, mas tudo bem, seguimos em frente. Minha outra melhor amiga não é boa em te levantar das quedas. Além disso, sempre que pode, tira sarro da cara dos outros. Ela me ama muito, mas também adora que as pessoas errem, só para poder se sentir acertando. E não existe problema, prosseguimos. Existe a outra melhor amiga também, que é a minha xerox. É exatamente como eu, pensa como eu, fala como eu e até as mesmas piadas. Ela consegue me erguer por algumas horas, mas olha? Tá dificil até para ela. E a minha melhor amiga de todas é perfeita. Mas apesar da força íncrivel que ela aprendeu a ter para me proteger, ela não sabe como me segurar quando alguma coisa dá errada em mim.
E é isso. Cansei de negar a realidade que atiram em mim. Eu corro atrás de quem não se importa, sim, porque eu preciso acreditar que alguém vai se virar e começar a se importar. E eu pago um pau, sim, para quem teve o poder de me fazer sentir, senão completo, pelo menos semi-preenchido. Eu invento amor, sim, e dói admitir isso. Eu faço história em cima de conto breve, sim, três saídas e um beijo as escondidas é o suficiente para eu encontrar o amor da minha vida. É isso, eu sou oco e quando a solidão dói, eu preciso sair as ruas inventando personagens. Me desculpem.

Matheus Oliveira